Transmissão ao vivo de cirurgia reduz infecção nos hospitais?

Transmissão ao vivo de procedimentos em saúde

A transmissão ao vivo de procedimentos em saúde é um importante instrumento para as Universidades atualmente.  Isso porque os alunos da área de saúde precisam aprender as mais diversas técnicas de procedimentos.  Nesse sentido, os hospitais de ensino funcionam como verdadeiras salas de aula.

O crescimento de cursos na área da saúde no Brasil, sem o crescimento equivalente de hospitais de ensino, aumentou o número de alunos em blocos cirúrgicos, o que pode piorar o índice de infecção hospitalar.

Segundo dados da OMS (1), em lugares como Reino Unido, as taxas de infecção hospitalar variam entre 9 e 11%. Os hospitais de ensino brasileiros apresentam uma taxa de infecção hospitalar maior que os demais hospitais do país (2). Estes números podem chegar a 23,6% de infecções (3) e 39,5% destas podem resultar em óbito. Ainda mais: o excesso de pessoas nas salas de operação é apontado por 50,61% das pessoas de como a principal dificuldade para o controle da infecção hospitalar.

Além disso, o excesso de pessoas durante os procedimentos de saúde pode prejudicar o processo de ensino aprendizagem, uma vez que a visualização deficiente de uma determinada técnica ensinada, pode comprometer o bom aproveitamento do aluno.

Ainda mais: durante um procedimento, a equipe médica precisa de um ambiente propício para concentração, o que não acontece em um bloco cirúrgico que não obedece a legislação vigente quanto ao número máximo de pessoas neste ambiente.

A experiência da EBSERH na UFPB na transmissão ao vivo de um procedimento em saúde

O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) possui grande experiência na pesquisa em e-saúde através da unidade de saúde digital.

Nesse sentido, no último dia 14 de junho, foi feita a transmissão ao vivo em UHD (4K) de um tratamento de ferida complexa no HULW, sob responsabilidade da comissão de pele do hospital.

Veja o vídeo divulgado pela TV UFPB:

Na ocasião, diversos alunos de graduação em Enfermagem assistiram ao procedimento no auditório da instituição.  Tal procedimento proporcionou aos alunos um excelente campo de visão da ferida tratada.

Portanto, alunos e professores destacam os benefícios da transmissão ao vivo de procedimento em saúde.

“Essas novas tecnologias audiovisuais possibilitam a visualização do procedimento para uma maior quantidade de discente, diminuindo os riscos ao paciente”, afirmou Thainé Caroline, aluna de Enfermagem da UFPB.

“Com a transmissão de imagens do procedimento em alta definição eles conseguem ver essas imagens com mais nitidez”, afirmou Ismenia Mangueira, chefe da Unidade de Saúde Digital do HULW.

A plataforma utilizada para transmissão ao vivo de procedimento em saúde

A UFPB escolheu a plataforma da wiit.live para a transmissão ao vivo do procedimento em saúde.

Trata-se, portanto, de um sistema que capta as imagens e as distribui para a internet, utilizando tecnologia própria.  Ainda, é possível editar as imagens captadas para a criação de objetos de aprendizagem.  Essas imagens podem constituir uma biblioteca online de vídeos em saúde, a ser utilizada pelos discentes da instituição.

A plataforma pode ser usada por hospitais de ensino para áreas não só de enfermagem mas também de medicina, odontologia ou outras áreas em saúde.  Adicionalmente, é possível incluir também os serviços de filmagem e edição.

Então, é muito importante reduzir a quantidade de alunos dentro de salas de cirurgia para reduzir o risco de infecções.  Por outro lado, é imprescindível que os alunos visualizem na prática para aprender as técnicas utilizadas.

Nesse sentido, a wiit.live contribui com essa área com a transmissão ao vivo (para local interno ou para internet). Além disso, possui possibilidade de edição das imagens e armazenamento, para posterior consulta dos alunos, com plataforma própria.

Para ter mais informações sobre a plataforma, acesse a página da wiit.live e entre em contato.

 

 

 

  1. Organização mundial da saúde (OMS). Organização Pan- americana da Saúde. Infecção hospitalar.
  2. Tipple AFV, Pereira MS, Hayashida M, Moriya TM, Souza ACS. O ensino do controle de infecção: um ensaio teórico- prático. Rev Latino-am Enfermagem. 2003; 11: 245-50.

 

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